segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Os Gestores no Espaço Escolar

Os Gestores no Espaço Escolar
Encontramos dentro da escola diversas lideranças, atuando cada qual na sua função e que precisam definir suas ações em harmonia com o Projeto Político Pedagógico da escola. É importante sempre lembrar que para tornar a escola um espaço especial, visando a construção de uma sociedade melhor, precisamos desenvolver um trabalho em equipe, um trabalho solidário entre todos os que compõem o cotidiano escolar. 

Temos o gestor administrativo (diretor), o pedagógico (coordenador), o educacional (orientador), o da sala de aula (professor) e outros cargos definidos pela estrutura de funcionamento das políticas públicas. Basicamente, em todas as escolas os gestores desenvolvem as seguintes funções: 

Professor – deve ser entendido como um agente de educação integral, cujas habilidades, conhecimentos e atitudes em relação ao aluno, são o centro de eficácia do processo educativo. 

Diretor – assume uma série de funções, tanto de natureza administrativa quanto pedagógica. Entre as suas responsabilidades principais estão: 

* Gerenciar os aspectos materiais e financeiros da escola.
* Harmonizar as relações entre os profissionais da educação que atuam na escola.
* Articular a relação escola-comunidade.
* Construir em parceria com todos os segmentos da escola, as normas, regulamentos, adotando medidas condizentes com os objetivos e princípios propostos.
* Promover um sistema de ação integrada e cooperativa.
* Manter um processo de comunicação claro e aberto entre os membros da escola e entre a escola e a comunidade.
* Estimular a inovação e melhoria do processo educacional. 

Coordenador Pedagógico – Auxilia os professores na elaboração e diversificação de suas aulas. Busca alternativas junto aos professores para trabalhar os conteúdos propostos de forma mais efetiva, clara e que possa atingir os alunos, melhorando e facilitando o processo de ensino-aprendizagem. 

Orientador Educacional - Estende seu trabalho a todos os alunos, orientando-os em seus estudos, com o objetivo de que os mesmos sejam mais proveitosos. São funções do orientador educacional: 

* Auxiliar o educando quanto a seu auto-conhecimento, a sua vida intelectual e a sua vida emocional.
* Trabalhar para estabelecer na escola um ambiente de alegria e confiança.
* Procurar trazer a família para cooperar de maneira mais eficiente e positiva na vida do educando.
* Realizar trabalho de aproximação da escola com a comunidade.
* Realizar observações e entrevistas pessoais com os alunos e seus familiares.
* Participar do processo de avaliação escolar e recuperação dos alunos. 

Todos os líderes mencionados precisam eleger como prioridade a aprendizagem dos alunos, desenvolvendo atitudes de gestão compartilhada, entendendo que a gestão não pode ser jamais um fim em si mesma e que para ter sentido, tem que estar a serviço do êxito dos alunos. 

Mas é importante ficar claro que a ação de todos os líderes que não atuam na sala de aula só faz sentido se favorecer o trabalho do professor, resultando em benefícios educacionais e sociais para os alunos. 

O clima organizacional precisa ser favorável à aprendizagem e precisa estimular que os professores desenvolvam trabalhos onde a curiosidade do aluno seja despertada para continuar a aprendendo e que ele receba na escola as condições para tal. Onde cada um, professores e alunos ofereçam o melhor de si. 

Precisamos de uma escola autônoma, aberta, flexível, democrática, participativa e que seja um espaço de socialização. Uma escola que estabeleça diálogos com a comunidade escolar, onde os professores se comprometam com os resultados dos alunos, onde os pais e mães estejam presentes. Enfim, uma escola onde o aluno seja valorizado e estimulado a aprender. 

Agora, é preciso transformá-la também num ambiente voltado à reflexão. Nesse sentido, o papel do gestor/diretor passa a ser muito importante. É essencial entender o conceito de liderança educacional como um tipo de intervenção junto a pessoas, por meio do qual se promovem novas maneiras de pensar. Se educadores não mudam sua forma de pensar, não mudarão sua forma de agir. Liderar é criar ambientes seguros, que sejam favoráveis para inovações educacionais. 

Como dizia Paulo Freire:“Ninguém educa ninguém, os homens se educam em comunhão”. 

Pesquisa:  planetaeducacao.com.br

 Violência escolar,  agressor pode ser vítima de sua própria criação familiar.
(Produção própria)

A violência escolar, infelizmente é um tema bastante atual. Não só no Brasil, mas no mundo! Ligamos a TV, abrimos o jornal, navegamos na internet e deparamos, volta e meia, com tristes histórias de crianças que empunham armas e matam seus semelhantes; jovens que agridem fisicamente seus professores, adolescentes que utilizam palavreados chulos ao tratar os gestores, professores e outros funcionários da escola, caracterizando a falta de respeito, a indisciplina, a conduta anti-social e até mesmo a delinqüência. 

São histórias chocantes, quando deparamos com esse tipo de atitude vinda daqueles que, ainda ontem, eram pequenos seres indefesos aos quais damos as mãos e ensinamos a caminhar. Aqueles que, sob nossos cuidados, aprenderam a ler as primeiras palavras, fizeram as primeiras continhas, escreveram seus nomes pela primeira vez. E mesmo quando não os conhecemos, sentimos pela dor dos agredidos e até mesmo, pelo agressor, pois este, com certeza, está perdido em seu próprio mundo infanto-juvenil. 

Estudiosos procuram entender o que motiva uma criança a agredir fisicamente uma outra pessoa, ao ponto de tirar-lhe a vida. E este é um grande desafio, uma vez que não percebemos os indícios de que esta ou aquela criança irá se tornar um assassino antes mesmo de virar um adulto. Não existe um manual de instruções para lidar com esse tipo de situação e obviamente, os futuros agressores não têm uma plaquinha escrita em sua testa para que possam ser identificados e assim, serem impedidos de cometer tais atos e receberem os cuidados adequados para que possam ter uma vida mais tranqüila, longe da violência.

Apesar de em alguns casos a criança já estar acostumada a vivenciar a violência em sua própria casa ou comunidade, muitas vezes a criança agressora vive em uma família estruturada e carinhosa, porém em algum momento de sua vida desenvolve esse tipo de atitude que acaba ferindo, chocando e acabando com o seu próprio futuro. 

Em muitos casos, as crianças trazem dos próprios pais, o instinto, a atitude violenta, uma vez que vivencia no seu cotidiano esse tipo de tratamento, que se torna banal, sendo a única forma que ela entende de se relacionar. O exemplo vindo de casa, faz com que a criança não perceba que aquela forma de tratar e lidar com os problemas não é a melhor maneira. Porém, a criança por estar tão acostumada, não percebe.


Os professores e educadores em geral sofrem com as atitudes dos pais e dos alunos, que muitas vezes, por saberem que a lei os ampara, utilizam da pior maneira possível o seu direito, insultando, agredindo e mostrando total falta de respeito ao professor/educador no exercício de sua função. Invertem-se os papéis e valores. E no final, todos acabam sofrendo as conseqüências dessas atitudes impensadas e inconseqüentes. 




  A Síndrome de Burnout
As causas:
• Exaustão emocional: Os trabalhadores têm a sensação de esgotamento e de não poder dar mais de si em termos afetivos. Sentem a energia e os recursos emocionais que dispõem se exaurirem, resultado do intenso contato diário com os problemas de outras pessoas.
• Despersonalização: O trabalhador desenvolve atitudes e sentimentos negativos e de cinismo em relação a clientes e usuários. Há ausência de sensibilidade, manifestada como endurecimento afetivo, "coisificação" das relações interpessoais.
• Baixa realização pessoal: Redução significativa dos sentimentos de competência, relativamente à valorização pessoal que possa ser obtida por meio do trabalho cujo objeto são as pessoas.
Os estudiosos do assunto alertam que as condições atuais do magistério concentram, comprovadamente, fatores que contribuem para o stress crônico, podendo evoluir para a Síndrome de Burnout entre os professores, tendo como resultado o absenteísmo e o afastamento desses profissionais de seus postos de trabalho. Nesse cenário, as preocupações com a humanização do posto de trabalho docente começam a despertar o interesse dos ergonomistas.



Resultado de imagem para síndrome de burnout

Utilizando como referência a literatura e os resultados desta pesquisa, foi possível constatar a presença de fatores decisivos para o desenvolvimento da Síndrome de Burnout entre os professores como por exemplo, a violência instalada no ambiente escolar, a jornada de trabalho excessiva, os baixos salários, a idade do professor associada à falta de experiência profissional e a formação continuada deficitária para o atendimento das demandas educacionais na atualidade.

Nesse sentido, é válido ressaltar aspectos vinculados à rotina diária do professor, diretamente relacionados à variabilidade do trabalho docente, determinado pelo modo de gestão, políticas educacionais, composição e tamanho das turmas, e infraestrutura material das escolas - carregar material didático, permanecer de pé e em posição inadequada por longos períodos, além do excesso de carga de trabalho.


Pólo Angra dos Reis

Glenda Keli Oliveira da Costa 14212080195  
Maristela Claudino dos Reis 10112080357 
 A Violência nas Escolas:







"Ouvir o agressor reduziu o bullying"

Caso real
"Eu tinha um aluno que liderava os casos de bullying naquela turma e, com a ajuda de alguns colegas, agredia, xingava e batia nos mais fracos. "Em um dos casos, ele chegou a ferir um colega até sangrar", relembra.
Abjan decidiu, então, iniciar ações de combate à violência com a sala. De início, por meio do diálogo, convidou os alunos a refletirem sobre suas próprias ações, com base no tema "aquilo que não quero para mim, não posso ofertar aos outros". "Meu objetivo era fazer os alunos se colocarem no lugar dos colegas". Além do debate, a turma também participou de encenações teatrais e produziu cartazes com mensagens que pediam mais respeito para melhorar a convivência na escola.
Mas, na visão da professora, ainda era preciso incluir a família nesse processo. "Muitas vezes, os pais incentivam os filhos a serem violentos, a agredir quando são agredidos". Ela passou, então, a organizar reuniões quinzenais com os familiares. "Se você não trouxer a família, você não consegue atingir o aluno", conclui.
Nas primeiras atividades com a turma, o aluno que ameaçava os colegas quase não participou. "Um dia, ele me procurou para dizer sobre as coisas que não gostava. Ouvi e dei importância a ele. Depois disso, ele começou a participar mais, com uma atitude melhor e o comportamento do grupo como um todo melhorou muito", avalia.

Palavra de especialista

Está claro e é uníssono entre os pesquisadores da área que atos de bullying podem ter causas relacionadas a ambientes familiares agressivos. Justamente por isso, gestores e professores precisam construir na escola um ambiente sócio-moral baseado no respeito e em um relacionamento sadio. "É necessário que a escola pare de culpar as famílias por todos os problemas que enfrenta e busque uma revisão interna sobre a organização do ambiente escolar", alerta Adriana Ramos, pedagoga e doutoranda em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
A própria inclusão das famílias pode ser uma estratégia de combate ao bullying, mas não a única. Toda a escola - incluindo gestores, coordenadores, professores, funcionários, alunos e pais - precisa participar ativamente de processos de manutenção das relações interpessoais na escola. "Um aluno que não tem uma família considerada estruturada ou pais ausentes é justamente aquele que mais precisa de uma escola justa e respeitosa para seu desenvolvimento", alerta Ramos.
Para a especialista, punir não é o melhor caminho para resolver problemas de bullying entre alunos. E foi exatamente esta a postura da professora Abjan Gomes. "Ela soube se sensibilizar em relação ao agressor, um personagem muitas vezes negligenciado e até tratado como culpado. A professora não julgou o aluno, mas procurou incentivá-lo a reconhecer seus próprios sentimentos", analisa Adriana.

Fonte de consulta:
http://acervo.novaescola.org.br/formacao/ouvir-agressor-definicao-bullying

Comentário da dupla:

Na maioria das vezes a dificuldade em reconhecer o bullying pode ocorrer porque as vítimas normalmente sofrem caladas, com medo de se expor à situação de repreensão e acabam ficando refém de tal violência, acarretando diversos problemas em seu desenvolvimento e convívio.
As escolas, quase sempre, identificam apenas algumas possíveis características do bullying e dos alunos nele envolvidos, pelo fato do mesmo ser muito mais complexo do que se possa imaginar, tendo características diversas, pois se trata de uma violência repetitiva e intencional, que às vezes aparece escondida em pequenos atos, comprometendo o desenvolvimento do aluno.
Muitos professores não conseguem eliminar as manifestações do bullying, por não saberem reagir às situações referentes ao mesmo. Por este motivo, normalmente os alunos evitam expor o problema aos profissionais da educação, por entenderem que nada podem fazer para ajudá-los.
A família, juntamente com a escola pode ser o caminho para ajudar no processo de mudanças de ideias, comportamentos e valores no combate às condutas do bullying.
Com o auxílio da supervisão e orientação educacional, deve-se focar na recuperação de valores essenciais, como o respeito pelo que a vítima sentiu ao sofrer a violência. É importante que a criança se sinta segura e com a autoestima fortalecida. Passar confiança para o aluno fará com que ele se sinta seguro para conversar e perceba que está em um local onde seus direitos são preservados e sua presença é respeitada e valorizada.
Várias atividades podem ser propostas para que os problemas sejam resolvidos e não voltem a acontecer. Podem ser propostas atividades que envolvam trocas de papéis, palestras ou conversas informais que ajudarão na conscientização de toda a turma, ou até
mesmo da comunidade escolar. 

Alunas : Alessandra Tenório Ferreira    Matrícula: 14212080395
              Laudilene Da Silva Malcher     Matrícula: 14212080176

             


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Entrevista: professora escreve livro sobre a síndrome de Burnout







  1. O DIÁRIO NA ESCOLA: De onde surgiu o interesse pela pesquisa sobre o mal-estar docente?
Soraia Nunes Marques:Grande parte deste trabalho teve origem na disciplina de Prática de Ensino, do curso de Pedagogia, durante a fase de estágio nas escolas. Durante as minhas observações um fato me chamou a atenção. Percebi em alguns professores certa apatia em relação ao fazer pedagógico. Entravam na sala de aula, aplicavam a atividade e se afastavam apressados, como se quisessem fugir dali. Este tipo de atitude me incomodou e me fez perguntar se a vida profissional que eu aspirava, seria “aquilo” que eu estava presenciando.
  1. A sua pesquisa resultou na produção de um livro. Quais os principais aspectos abordados na obra?
R: Na primeira seção é possível ver uma retomada histórica sobre o conceito de felicidade, desde a antiguidade até os dias atuais. No capítulo seguinte há uma discussão sobre o dia-a-dia do professor focalizando a síndrome de Burnout como expressão do mal-estar docente. Em seguida, comento sobre a relação entre a saúde do educador e suas emoções. Por último, procuro definir conceitos e propor ao docente a posse do conhecimento para que possa ter uma visão crítica e reflexiva de si mesmo e do mundo em que vive. Destacando que a alegria no trabalho não é dádiva dos céus, esta exige esforço, coragem e dedicação.
  1. Nas palestras que realizou sobre o tema de seu livro, como foi a participação dos professores?
R: Costumo questioná-los se são felizes, neste momento eles respondem que como pessoas, o são, mas como professores não têm condições de o serem. É como se fossem duas vidas e uma não tivesse conexão com a outra. Pessoas fragmentadas, numa sociedade dividida, profissionais que durante a formação aprenderam conteúdos incomunicáveis apresentados por professores especialistas. Estes fatores me inspiram a continuar meu trabalho, na esperança de que com educadores mais satisfeitos, menos frustrados e mais respeitados, sintam-se felizes.
  1. O que mais tem afligido os profissionais da educação atualmente?
R: Os métodos de ensino têm passado por sucessivas mudanças, tanto técnicas como estruturais. Muitos são os “pacotes” recebidos de cima, mas maiores ainda são as dúvidas dos docentes frente às chamadas “inovações”. Na cobrança para a utilização da nova proposta urgente, o que resta é ensinar do jeito que se entendeu, do jeito que der. O professor se depara também com a necessidade de desempenhar vários papéis, muitas vezes contraditórios, pois ao mesmo tempo em que se exige dele a estimulação da autonomia do aluno, pede-se que se acomode às regras do grupo e da instituição. Há pressões de todos os lados que podem suscitar efeitos colaterais, não anunciados nos contratos de trabalho.
  1. A indisciplina dos alunos pode ser responsável pelos vários casos de professores constatados com a síndrome de Burnout?
R: Com certeza. A falta de comportamento do estudante em sala de aula resulta em um educador sobrecarregado, exausto, estressado que acaba dando aulas cansativas e antiquadas, gerando alunos desmotivados, desinteressados e por consequência, ainda mais indisciplinados. A união desses fatores tem diminuído a capacidade de tolerância e o autocontrole do docente, e assim, surgem conflitos na relação professor-aluno. Com a falta de ordem cada vez mais presente na vida escolar, e os educadores não sabendo lidar com ela, assim como também não sabem lidar com o Burnout, o que resta é um problema universal.
  1. Como os educadores percebem que estão sofrendo de Burnout?
R: O diagnóstico da síndrome é muito difícil, pois ainda não se tem instrumentos válidos e postos à disposição da comunidade médica. Muitas vezes a pessoa pode ser acometida da doença e não apresentar os sintomas do Burnout. Parte dos professores são afastados do trabalho e os fatores geralmente alegados são o estresse e a depressão. Psiquiatras afirmam que hoje a doença já atinge de 30 a 40% da categoria. Muitos são os profissionais que estão adoecendo e ainda estamos longe de saber exatamente como lidar com isso.
  1. Ao seu ver, como deveria ser o “ensinar” dentro das escolas?
R: Ensinar é um ato criador, um ato crítico e não mecânico. A curiosidade do professor e dos alunos, em ação, se encontra na base do ensinar-aprender. Esta proposta requer incentivo por parte do educador, pois o convida a sair da visão limitada. Requer disposição para ser agente transformador de uma sociedade. Requer, também, que o professor realize este ensinar satisfatoriamente e não apenas reproduza o ensino por meio de conteúdos incomunicáveis.
  1. Qual a sua esperança para o futuro da educação no Brasil?
R: Somos sempre movidos pela esperança. Prefiro acreditar que a atual situação de desânimo e mal-estar docente não é o fim. Pelo contrário, é um recomeço, uma possibilidade de olhar por outro ângulo e enxergar saídas. Pensar em transformar uma realidade que avalio como injusta e perversa, e fazer com que esse pensamento ilumine a prática. Infelizmente, nos últimos tempos, a cultura parece algo abstrato e distante demais. Prova disso são os intermináveis cursos de capacitação, nos quais muitos professores vão apenas para assinar a lista de presença e cochilar nas cadeiras. Esta realidade precisa ser mudada, urgente.
Referência Bibliográfica:
Alunas do Polo Angra dos Reis
Fernanda França do Nascimento   Matricula: 14212080473

Fernanda de Oliveira Pereira Santos   Matrícula: 14212080154

Danielle Cristina Afonso Conceição Matrícula: 14212080369

SÍNDROME DE BURNOUT




Alunas do Polo de Angra dos Reis


Fernanda França do Nascimento   Matricula: 14212080473

Fernanda de Oliveira Pereira Santos   Matrícula: 14212080154

Danielle Cristina Afonso Conceição Matrícula: 14212080369

sábado, 8 de outubro de 2016

A Violência Escolar e suas consequências



Atualmente, a Violência Escolar tem tomado proporções assustadoras no interior das escolas, o que muito tem preocupado os profissionais da educação, que vivem angustiados, com medo, e nunca sabem o que pode acontecer no cotidiano escolar. A violência que antes era interpessoal, agora se estendeu a destruição do patrimônio escolar e a agressão moral e física dos professores e demais profissionais que fazem parte do contexto escolar.
O Gestor/Pedagogo deve utilizar o currículo escolar como meio de abordar o assunto e combater a violência no espaço escolar, estando assim, atentos a forma como o tema é inserido na sala de aula, como os alunos respondem a esse trabalho contínuo e como o assunto irá influenciar no meio social em que os mesmos estão inseridos. Dessa forma, o currículo será o recurso mais eficaz para combater a violência.
Como consequência da grande proporção de violência que tem tomado conta do espaço escolar, somado a outros fatores que compõe o ambiente de trabalho dos professores, pode-se criar um clima desagradável no cotidiano escolar, ocasionando vários problemas de saúde e transtornos psicológicos como a síndrome de burnout que pode levar esses profissionais a ausência no processo de trabalho, abandono da profissão e uma prática de docência negativa. Dessa forma, essas consequências não afetarão somente o corpo docente, mas a toda organização escolar será afetada.

"As consequências de Burnout nos professores não se manifestam apenas no campo pessoal e profissional. Estas também se manifestam ao nível da organização escolar e na relação com os alunos." (Gouveia.2010, p.17)




Referências Bibliográficas:


REPORTAGEM DO G1 RJ
11/07/2010 08h10 - Atualizado em 11/07/2010 16h56
Professores relatam casos de violência de alunos em escolas do Rio
Denúncias fazem parte de dossiê produzido por sindicato.
Educadores, doentes, são afastados e vivem a base de remédios.
Aluizio Freire


Professoras
A professora E., de licença médica, foi ameaçada

de morte por aluno (Foto: Aluizio Freire)

O grupo sacode as grades de ferro, lança bombas (tipo cabeça-de-negro) nos corredores, que explodem e estremecem as paredes do prédio. Grita, simulando uivos de animais, xinga e faz ameaças a quem ousa entrar na sua frente. Parece rebelião em um presídio, mas são atos de alunos rebeldes, relatados por professores de ensino médio e fundamental em um detalhado dossiê sobre violência nas escolas do Rio.
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O assunto voltou a ganhar destaque com a denúncia de uma professora, no dia 10 de junho, que acusou um aluno de 13 anos de quebrar seu dedo por tê-lo impedido de ouvir música durante a aula. Ela registrou queixa na delegacia por lesão corporal.
"A gente não pode mais fechar os olhos para isso. Existem muitos professores traumatizados, doentes, abandonando a profissão depois de receberem ameaças de morte."
Mas profissionais da área já preparavam um amplo seminário sobre a violência nas escolas. Entre os temas do evento, que vai reunir educadores de vários estados no dia 25 de agosto na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), será discutido a Síndrome de Burnout, doença que tem afastado muitos profissionais do mercado de trabalho por estresse excessivo.
De acordo com estudos psiquiátricos, a Síndrome de Burnout caracteriza tensão emocional crônica provocada pelo trabalho estressante. Como o nome diz pouca coisa, só o quadro clínico do paciente pode revelar a gravidade e a evolução da doença.
"A gente não pode mais fechar os olhos para isso. Existem muitos professores traumatizados, doentes, abandonando a profissão depois de receberem ameaças de morte. Isso é muito grave. Não culpamos apenas os alunos, discriminados e vítimas de outras questões sociais. Mas a instituição, as secretarias de educação precisam oferecer um suporte psicológico para os alunos e uma estrutura de apoio para que os educadores não fiquem à mercê desse tipo de violência, que está sendo banalizado”, afirma a coordenadora do estudo, Edna Félix, que representa o Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe-RJ).
De acordo com o Sepe, as escolas da Região Metropolitana do Rio concentram os casos mais graves de violência. Segundo levantamento realizado pela entidade, somente na capital existem mais de 200 unidades de ensino situadas em áreas consideradas de risco, o que indicaria o alto índice dos casos de agressividade dentro das salas de aula.
Uma das vítimas dessa violência é a professora de História Nádia de Souza, 54 anos, 23 de magistério. Ela está de licença médica desde o dia 30 de junho de 2009, acometida de transtornos emocionais, de acordo com laudo entregue por sua médica na terça-feira (5), após consulta no Serviço de Psiquiatria da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, confirmando a necessidade de afastamento profissional da paciente.
Professoras
Nádia, com síndrome do pânico, não consegue
passar na porta de uma escola (Foto: Aluizio Freire)
Professora de História e Sociologia, pós-graduada em História da África, artista plástica e escritora, com dois livros publicados, Nádia lecionava na Escola Municipal Deodoro, na Zona Sul do Rio, até ser ameaçada por um aluno, no ano passado.
“Vou te quebrar”, disse um aluno ao ser informado que estava em recuperação. Sem conseguir mais ministrar suas aulas, entrou em licença médica.
Os primeiros sintomas de pânico surgiram durante uma viagem de metrô. À medida que o vagão ficava lotando aumentava seu desespero. Quando saiu estava em prantos, sufocada, com taquicardia. Precisou ser socorrida.
A paixão pelas crianças, o prazer de ensinar, se transformaram em aversão. “Dói muito a gente não poder fazer uma coisa para a qual se dedicou a vida inteira. É frustrante, é o fracasso”, revela Nádia.

Professora faz terapia há três anos
A professora não consegue nem mesmo passar na porta de uma escola. Sente calafrios. A estranha sensação de vazio, perseguição, surge em momentos inesperados. Durante uma conversa com amigos e familiares, na sala de casa, de repente foi acometida de um pânico inexplicável. Correu para o quarto e se escondeu embaixo da cama, gritando de medo.

“É um medo que não se sabe de quê. Sentimos um grande desamparo, como se o mundo e todos estivessem contra nós, prontos para nos agredir. É um sofrimento tão grande que sou obrigada a tomar antidepressivos e ansiolíticos diariamente. É como se tomasse remédio para dormir e para acordar", conta.

Outra professora que sofre da mesma doença é E.B., 53 anos, professora de Português do município há 13, formada em Letras e com pós-graduação em Literatura Brasileira pela Uerj. Ela faz terapia há três anos, passa por acompanhamento psiquiátrico e gasta cerca de R$ 200 por mês em remédios.






Alunas:

Adriana Vilela de Souza - Matr: 14212080188
Alcione Moreira Gonçalves- Matr: 14212080146
Wiara Christina Santos de Souza- Matr: 14212080393