segunda-feira, 10 de outubro de 2016

 A Violência nas Escolas:







"Ouvir o agressor reduziu o bullying"

Caso real
"Eu tinha um aluno que liderava os casos de bullying naquela turma e, com a ajuda de alguns colegas, agredia, xingava e batia nos mais fracos. "Em um dos casos, ele chegou a ferir um colega até sangrar", relembra.
Abjan decidiu, então, iniciar ações de combate à violência com a sala. De início, por meio do diálogo, convidou os alunos a refletirem sobre suas próprias ações, com base no tema "aquilo que não quero para mim, não posso ofertar aos outros". "Meu objetivo era fazer os alunos se colocarem no lugar dos colegas". Além do debate, a turma também participou de encenações teatrais e produziu cartazes com mensagens que pediam mais respeito para melhorar a convivência na escola.
Mas, na visão da professora, ainda era preciso incluir a família nesse processo. "Muitas vezes, os pais incentivam os filhos a serem violentos, a agredir quando são agredidos". Ela passou, então, a organizar reuniões quinzenais com os familiares. "Se você não trouxer a família, você não consegue atingir o aluno", conclui.
Nas primeiras atividades com a turma, o aluno que ameaçava os colegas quase não participou. "Um dia, ele me procurou para dizer sobre as coisas que não gostava. Ouvi e dei importância a ele. Depois disso, ele começou a participar mais, com uma atitude melhor e o comportamento do grupo como um todo melhorou muito", avalia.

Palavra de especialista

Está claro e é uníssono entre os pesquisadores da área que atos de bullying podem ter causas relacionadas a ambientes familiares agressivos. Justamente por isso, gestores e professores precisam construir na escola um ambiente sócio-moral baseado no respeito e em um relacionamento sadio. "É necessário que a escola pare de culpar as famílias por todos os problemas que enfrenta e busque uma revisão interna sobre a organização do ambiente escolar", alerta Adriana Ramos, pedagoga e doutoranda em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
A própria inclusão das famílias pode ser uma estratégia de combate ao bullying, mas não a única. Toda a escola - incluindo gestores, coordenadores, professores, funcionários, alunos e pais - precisa participar ativamente de processos de manutenção das relações interpessoais na escola. "Um aluno que não tem uma família considerada estruturada ou pais ausentes é justamente aquele que mais precisa de uma escola justa e respeitosa para seu desenvolvimento", alerta Ramos.
Para a especialista, punir não é o melhor caminho para resolver problemas de bullying entre alunos. E foi exatamente esta a postura da professora Abjan Gomes. "Ela soube se sensibilizar em relação ao agressor, um personagem muitas vezes negligenciado e até tratado como culpado. A professora não julgou o aluno, mas procurou incentivá-lo a reconhecer seus próprios sentimentos", analisa Adriana.

Fonte de consulta:
http://acervo.novaescola.org.br/formacao/ouvir-agressor-definicao-bullying

Comentário da dupla:

Na maioria das vezes a dificuldade em reconhecer o bullying pode ocorrer porque as vítimas normalmente sofrem caladas, com medo de se expor à situação de repreensão e acabam ficando refém de tal violência, acarretando diversos problemas em seu desenvolvimento e convívio.
As escolas, quase sempre, identificam apenas algumas possíveis características do bullying e dos alunos nele envolvidos, pelo fato do mesmo ser muito mais complexo do que se possa imaginar, tendo características diversas, pois se trata de uma violência repetitiva e intencional, que às vezes aparece escondida em pequenos atos, comprometendo o desenvolvimento do aluno.
Muitos professores não conseguem eliminar as manifestações do bullying, por não saberem reagir às situações referentes ao mesmo. Por este motivo, normalmente os alunos evitam expor o problema aos profissionais da educação, por entenderem que nada podem fazer para ajudá-los.
A família, juntamente com a escola pode ser o caminho para ajudar no processo de mudanças de ideias, comportamentos e valores no combate às condutas do bullying.
Com o auxílio da supervisão e orientação educacional, deve-se focar na recuperação de valores essenciais, como o respeito pelo que a vítima sentiu ao sofrer a violência. É importante que a criança se sinta segura e com a autoestima fortalecida. Passar confiança para o aluno fará com que ele se sinta seguro para conversar e perceba que está em um local onde seus direitos são preservados e sua presença é respeitada e valorizada.
Várias atividades podem ser propostas para que os problemas sejam resolvidos e não voltem a acontecer. Podem ser propostas atividades que envolvam trocas de papéis, palestras ou conversas informais que ajudarão na conscientização de toda a turma, ou até
mesmo da comunidade escolar. 

Alunas : Alessandra Tenório Ferreira    Matrícula: 14212080395
              Laudilene Da Silva Malcher     Matrícula: 14212080176

             


gififj

Entrevista: professora escreve livro sobre a síndrome de Burnout







  1. O DIÁRIO NA ESCOLA: De onde surgiu o interesse pela pesquisa sobre o mal-estar docente?
Soraia Nunes Marques:Grande parte deste trabalho teve origem na disciplina de Prática de Ensino, do curso de Pedagogia, durante a fase de estágio nas escolas. Durante as minhas observações um fato me chamou a atenção. Percebi em alguns professores certa apatia em relação ao fazer pedagógico. Entravam na sala de aula, aplicavam a atividade e se afastavam apressados, como se quisessem fugir dali. Este tipo de atitude me incomodou e me fez perguntar se a vida profissional que eu aspirava, seria “aquilo” que eu estava presenciando.
  1. A sua pesquisa resultou na produção de um livro. Quais os principais aspectos abordados na obra?
R: Na primeira seção é possível ver uma retomada histórica sobre o conceito de felicidade, desde a antiguidade até os dias atuais. No capítulo seguinte há uma discussão sobre o dia-a-dia do professor focalizando a síndrome de Burnout como expressão do mal-estar docente. Em seguida, comento sobre a relação entre a saúde do educador e suas emoções. Por último, procuro definir conceitos e propor ao docente a posse do conhecimento para que possa ter uma visão crítica e reflexiva de si mesmo e do mundo em que vive. Destacando que a alegria no trabalho não é dádiva dos céus, esta exige esforço, coragem e dedicação.
  1. Nas palestras que realizou sobre o tema de seu livro, como foi a participação dos professores?
R: Costumo questioná-los se são felizes, neste momento eles respondem que como pessoas, o são, mas como professores não têm condições de o serem. É como se fossem duas vidas e uma não tivesse conexão com a outra. Pessoas fragmentadas, numa sociedade dividida, profissionais que durante a formação aprenderam conteúdos incomunicáveis apresentados por professores especialistas. Estes fatores me inspiram a continuar meu trabalho, na esperança de que com educadores mais satisfeitos, menos frustrados e mais respeitados, sintam-se felizes.
  1. O que mais tem afligido os profissionais da educação atualmente?
R: Os métodos de ensino têm passado por sucessivas mudanças, tanto técnicas como estruturais. Muitos são os “pacotes” recebidos de cima, mas maiores ainda são as dúvidas dos docentes frente às chamadas “inovações”. Na cobrança para a utilização da nova proposta urgente, o que resta é ensinar do jeito que se entendeu, do jeito que der. O professor se depara também com a necessidade de desempenhar vários papéis, muitas vezes contraditórios, pois ao mesmo tempo em que se exige dele a estimulação da autonomia do aluno, pede-se que se acomode às regras do grupo e da instituição. Há pressões de todos os lados que podem suscitar efeitos colaterais, não anunciados nos contratos de trabalho.
  1. A indisciplina dos alunos pode ser responsável pelos vários casos de professores constatados com a síndrome de Burnout?
R: Com certeza. A falta de comportamento do estudante em sala de aula resulta em um educador sobrecarregado, exausto, estressado que acaba dando aulas cansativas e antiquadas, gerando alunos desmotivados, desinteressados e por consequência, ainda mais indisciplinados. A união desses fatores tem diminuído a capacidade de tolerância e o autocontrole do docente, e assim, surgem conflitos na relação professor-aluno. Com a falta de ordem cada vez mais presente na vida escolar, e os educadores não sabendo lidar com ela, assim como também não sabem lidar com o Burnout, o que resta é um problema universal.
  1. Como os educadores percebem que estão sofrendo de Burnout?
R: O diagnóstico da síndrome é muito difícil, pois ainda não se tem instrumentos válidos e postos à disposição da comunidade médica. Muitas vezes a pessoa pode ser acometida da doença e não apresentar os sintomas do Burnout. Parte dos professores são afastados do trabalho e os fatores geralmente alegados são o estresse e a depressão. Psiquiatras afirmam que hoje a doença já atinge de 30 a 40% da categoria. Muitos são os profissionais que estão adoecendo e ainda estamos longe de saber exatamente como lidar com isso.
  1. Ao seu ver, como deveria ser o “ensinar” dentro das escolas?
R: Ensinar é um ato criador, um ato crítico e não mecânico. A curiosidade do professor e dos alunos, em ação, se encontra na base do ensinar-aprender. Esta proposta requer incentivo por parte do educador, pois o convida a sair da visão limitada. Requer disposição para ser agente transformador de uma sociedade. Requer, também, que o professor realize este ensinar satisfatoriamente e não apenas reproduza o ensino por meio de conteúdos incomunicáveis.
  1. Qual a sua esperança para o futuro da educação no Brasil?
R: Somos sempre movidos pela esperança. Prefiro acreditar que a atual situação de desânimo e mal-estar docente não é o fim. Pelo contrário, é um recomeço, uma possibilidade de olhar por outro ângulo e enxergar saídas. Pensar em transformar uma realidade que avalio como injusta e perversa, e fazer com que esse pensamento ilumine a prática. Infelizmente, nos últimos tempos, a cultura parece algo abstrato e distante demais. Prova disso são os intermináveis cursos de capacitação, nos quais muitos professores vão apenas para assinar a lista de presença e cochilar nas cadeiras. Esta realidade precisa ser mudada, urgente.
Referência Bibliográfica:
Alunas do Polo Angra dos Reis
Fernanda França do Nascimento   Matricula: 14212080473

Fernanda de Oliveira Pereira Santos   Matrícula: 14212080154

Danielle Cristina Afonso Conceição Matrícula: 14212080369

SÍNDROME DE BURNOUT




Alunas do Polo de Angra dos Reis


Fernanda França do Nascimento   Matricula: 14212080473

Fernanda de Oliveira Pereira Santos   Matrícula: 14212080154

Danielle Cristina Afonso Conceição Matrícula: 14212080369

sábado, 8 de outubro de 2016

A Violência Escolar e suas consequências



Atualmente, a Violência Escolar tem tomado proporções assustadoras no interior das escolas, o que muito tem preocupado os profissionais da educação, que vivem angustiados, com medo, e nunca sabem o que pode acontecer no cotidiano escolar. A violência que antes era interpessoal, agora se estendeu a destruição do patrimônio escolar e a agressão moral e física dos professores e demais profissionais que fazem parte do contexto escolar.
O Gestor/Pedagogo deve utilizar o currículo escolar como meio de abordar o assunto e combater a violência no espaço escolar, estando assim, atentos a forma como o tema é inserido na sala de aula, como os alunos respondem a esse trabalho contínuo e como o assunto irá influenciar no meio social em que os mesmos estão inseridos. Dessa forma, o currículo será o recurso mais eficaz para combater a violência.
Como consequência da grande proporção de violência que tem tomado conta do espaço escolar, somado a outros fatores que compõe o ambiente de trabalho dos professores, pode-se criar um clima desagradável no cotidiano escolar, ocasionando vários problemas de saúde e transtornos psicológicos como a síndrome de burnout que pode levar esses profissionais a ausência no processo de trabalho, abandono da profissão e uma prática de docência negativa. Dessa forma, essas consequências não afetarão somente o corpo docente, mas a toda organização escolar será afetada.

"As consequências de Burnout nos professores não se manifestam apenas no campo pessoal e profissional. Estas também se manifestam ao nível da organização escolar e na relação com os alunos." (Gouveia.2010, p.17)




Referências Bibliográficas:


REPORTAGEM DO G1 RJ
11/07/2010 08h10 - Atualizado em 11/07/2010 16h56
Professores relatam casos de violência de alunos em escolas do Rio
Denúncias fazem parte de dossiê produzido por sindicato.
Educadores, doentes, são afastados e vivem a base de remédios.
Aluizio Freire


Professoras
A professora E., de licença médica, foi ameaçada

de morte por aluno (Foto: Aluizio Freire)

O grupo sacode as grades de ferro, lança bombas (tipo cabeça-de-negro) nos corredores, que explodem e estremecem as paredes do prédio. Grita, simulando uivos de animais, xinga e faz ameaças a quem ousa entrar na sua frente. Parece rebelião em um presídio, mas são atos de alunos rebeldes, relatados por professores de ensino médio e fundamental em um detalhado dossiê sobre violência nas escolas do Rio.
Comente esta matéria
O assunto voltou a ganhar destaque com a denúncia de uma professora, no dia 10 de junho, que acusou um aluno de 13 anos de quebrar seu dedo por tê-lo impedido de ouvir música durante a aula. Ela registrou queixa na delegacia por lesão corporal.
"A gente não pode mais fechar os olhos para isso. Existem muitos professores traumatizados, doentes, abandonando a profissão depois de receberem ameaças de morte."
Mas profissionais da área já preparavam um amplo seminário sobre a violência nas escolas. Entre os temas do evento, que vai reunir educadores de vários estados no dia 25 de agosto na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), será discutido a Síndrome de Burnout, doença que tem afastado muitos profissionais do mercado de trabalho por estresse excessivo.
De acordo com estudos psiquiátricos, a Síndrome de Burnout caracteriza tensão emocional crônica provocada pelo trabalho estressante. Como o nome diz pouca coisa, só o quadro clínico do paciente pode revelar a gravidade e a evolução da doença.
"A gente não pode mais fechar os olhos para isso. Existem muitos professores traumatizados, doentes, abandonando a profissão depois de receberem ameaças de morte. Isso é muito grave. Não culpamos apenas os alunos, discriminados e vítimas de outras questões sociais. Mas a instituição, as secretarias de educação precisam oferecer um suporte psicológico para os alunos e uma estrutura de apoio para que os educadores não fiquem à mercê desse tipo de violência, que está sendo banalizado”, afirma a coordenadora do estudo, Edna Félix, que representa o Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe-RJ).
De acordo com o Sepe, as escolas da Região Metropolitana do Rio concentram os casos mais graves de violência. Segundo levantamento realizado pela entidade, somente na capital existem mais de 200 unidades de ensino situadas em áreas consideradas de risco, o que indicaria o alto índice dos casos de agressividade dentro das salas de aula.
Uma das vítimas dessa violência é a professora de História Nádia de Souza, 54 anos, 23 de magistério. Ela está de licença médica desde o dia 30 de junho de 2009, acometida de transtornos emocionais, de acordo com laudo entregue por sua médica na terça-feira (5), após consulta no Serviço de Psiquiatria da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, confirmando a necessidade de afastamento profissional da paciente.
Professoras
Nádia, com síndrome do pânico, não consegue
passar na porta de uma escola (Foto: Aluizio Freire)
Professora de História e Sociologia, pós-graduada em História da África, artista plástica e escritora, com dois livros publicados, Nádia lecionava na Escola Municipal Deodoro, na Zona Sul do Rio, até ser ameaçada por um aluno, no ano passado.
“Vou te quebrar”, disse um aluno ao ser informado que estava em recuperação. Sem conseguir mais ministrar suas aulas, entrou em licença médica.
Os primeiros sintomas de pânico surgiram durante uma viagem de metrô. À medida que o vagão ficava lotando aumentava seu desespero. Quando saiu estava em prantos, sufocada, com taquicardia. Precisou ser socorrida.
A paixão pelas crianças, o prazer de ensinar, se transformaram em aversão. “Dói muito a gente não poder fazer uma coisa para a qual se dedicou a vida inteira. É frustrante, é o fracasso”, revela Nádia.

Professora faz terapia há três anos
A professora não consegue nem mesmo passar na porta de uma escola. Sente calafrios. A estranha sensação de vazio, perseguição, surge em momentos inesperados. Durante uma conversa com amigos e familiares, na sala de casa, de repente foi acometida de um pânico inexplicável. Correu para o quarto e se escondeu embaixo da cama, gritando de medo.

“É um medo que não se sabe de quê. Sentimos um grande desamparo, como se o mundo e todos estivessem contra nós, prontos para nos agredir. É um sofrimento tão grande que sou obrigada a tomar antidepressivos e ansiolíticos diariamente. É como se tomasse remédio para dormir e para acordar", conta.

Outra professora que sofre da mesma doença é E.B., 53 anos, professora de Português do município há 13, formada em Letras e com pós-graduação em Literatura Brasileira pela Uerj. Ela faz terapia há três anos, passa por acompanhamento psiquiátrico e gasta cerca de R$ 200 por mês em remédios.






Alunas:

Adriana Vilela de Souza - Matr: 14212080188
Alcione Moreira Gonçalves- Matr: 14212080146
Wiara Christina Santos de Souza- Matr: 14212080393

AGRESSÃO ENTRE ESTUDANTES, UMA TRISTE REALIDADE COMO LIDAR?



Prevenção e controle da violência escolar

Proteger seu filho para que não se converta em um agressor ou em uma vítima.

Tanto a família como a escola podem estabelecer regras para evitar a violência escolar. É possível proteger seu filho para que não se converta em um agressor ou em uma vítima de agressão? Claro que sim. Pelo menos existem algumas pautas que podem ajudar tanto a família como os educadores e a sociedade de um modo geral, a prevenir este fenômeno. Lutar contra o abuso é uma responsabilidade de todos. Cada parte implicada deve cumprir seu papel.

A família e a violência

Educar é uma tarefa muito difícil já que os pais e mães não são especialistas em pedagogia ou tenham nascido preparados para educar seus filhos. Mas a família se constrói e seu posicionamento é considerado essencial para a socialização das crianças, através da transmissão de valores, normas, comportamentos, etc. A família é que tem que estabelecer o que é reprovável e o que é aceitável, em casa e nas relações sociais. Segundo os especialistas em agressão escolar, a ausência de regras, a falta de supervisão e de controles razoáveis da conduta dos filhos fora do colégio, do que fazem e com quem andam, é uma tarefa muito difícil. A falta de comunicação e a ocorrência de tensões e de brigas na família, podem levar aos filhos adquirirem condutas agressivas.

O que a família pode fazer

Existem cursos e reuniões de escola de pais e mães que podem orientar aos progenitores do que podem fazer para mantê-los longe dos abusos. Baseiam-se em regras básicas, como:
1- Preocupar-se com seus filhos, falando com eles. Criar um canal de diálogo com eles. Evitem os monólogos. Aprende-se e se conhece melhor os filhos ouvindo-lhes.
2- Estar atento aos possíveis sintomas como nervosismo, falta de apetite, insônia, baixo rendimento escolar, fobia escolar, etc.
3- Controlar e supervisionar as condutas de seus filhos, observando o que faz, onde anda, com quem brinca, quais são seus interesses, projetos, etc.
4- Determinar os limites e as normas. Exigir o cumprimento das elementais.

5- Educar para controlar as emoções, para comportar-se com os demais, para a convivência.
6- Observar os comportamentos, estados de ânimo e as mudanças nos hábitos das crianças.

A escola contra a violência

O tipo de disciplina que existe na sala de aula e no centro educacional é de fundamental importância na construção de uma boa conduta. A constante supervisão nas aulas e no pátio, assim como em cantinas (durante o recreio), pode-se detectar se está ocorrendo alguma agressão escolar. Professores e monitores devem estar presentes, sempre.

O que as escolas devem fazer

A princípio, não fechar os olhos à realidade. Estabelecer regras para evitar o abuso, manter uma caixa de sugestões e de queixas sempre aberto, tratar o tema através de cursos, conferências ou palestras, colocar os monitores ou vigilantes na cantina, no recreio, e em outras zonas de risco, introduzir e manter matérias de educação em valores, e intervir de uma forma rápida, direta e contundente no caso de haver suspeita de agressão escolar. Em concordância com o centro educacional, os professores devem colaborar na identificação de algum caso, ou simplesmente estabelecendo com seus alunos normas de não agressão.

O que podem fazer as instituições e os meios de comunicação

Criar e manter um telefone público para as crianças é uma forma de abrir uma porta a seus possíveis conflitos. As campanhas anuais de sensibilização também podem funcionar para prevenir a agressão escolar. Quanto aos meios de comunicação seria interessante e muito viável que controlassem mais os conteúdos que exibem ou publicam. A sociedade em geral deve prevenir e cortar possíveis sinais de agressão. É necessário estar atento e não deixar passar nada ou pensar que tudo é normal ou se trata de uma piada. Quando uma criança zomba, ameaça ou bate em outra criança, deve-se intervir para que isso não se repita. Quando no pátio do colégio alguém zomba do aspecto de outra pessoa, deve-se repreendê-lo. O mal se corta pela raiz.

RECOMENDAMOS PARA ENRIQUECIMENTO DO TEMA O LINK:
 http://www.promenino.org.br/servicos/biblioteca/o-papel-do-educador-diante-da-agressividade-violencia-e-comportamento-anti-social 
Com importantes colocações acerca do papel do pedagogo diante da violência escolar.

Opinião da dupla:
 É cada vez mais comum nos depararmos com notícias de violência envolvendo adolescentes durante as aulas, nos intervalos e nas saídas, em frente das escolas. Um fato que se destaca, é que, a maioria dessas brigas começam, por discussões bobas ocasionadas por ciúmes nos relacionamentos afetivos. O mais espantoso é saber que, muitas vezes, os pais incentivam esse comportamento; e, ainda, que existam casos nos quais as mães se envolvem diretamente na confusão, agredindo o outro estudante, isso é ainda mais absurdo. Quando a família incentiva esse tipo de comportamento e a escola cruza os braços diante do problema, o adolescente fica perdido, achando que aquilo que está acontecendo é natural. Que tipo de cidadão teremos no futuro se ele não é repreendido em um ato como esse e também não é orientado para não fazer isso. Por esse motivo é muito importante destacar a relação entre pais, alunos e a escola, pois o vínculo entre eles pode ser um dos mediadores nessa situação. Não adianta a escola trabalhar e se esforçar para evitar esse tipo de problema se a família não dialoga com seus filhos, não se interessa pela vida escolar e cotidiana dos mesmos, assim como nada adianta a família fazer a sua parte e a escola não fazer nada para acabar com o problema, precisa ser feito um trabalho em parceria escola e família. Outro ponto que pode ser reforçado no sentido de extravasar sentimentos como raiva e violência é direcionar esse excesso de energia dos adolescentes para outras atividades, como esportes, música, artes, etc. As instituições de ensino e seus profissionais podem e devem contribuir, como também os meios de comunicação, mas o Brasil precisa de grandes mudanças para realmente erradicar a violência escolar.
Dupla:
Aline do Nascimento Rosa – matrícula 14212080300
Emilie Rosana Ayres Tostes de Mello – matrícula 15112080155

Referências:
https://www.youtube.com/watch?v=Woqk0duv_UI

Professora e psicóloga analisa a violência na escola e os reflexos na vida do docente

Toda semana são noticiados casos de violência nas escolas brasileiras. Infelizmente, o problema não é um exagero criado pela mídia, mas sim uma realidade enfrentada diariamente por milhares de professores das redes pública e privada. Dentre os casos mais comuns de violência, podemos citar as ameaças feitas por alunos a professores, sobretudo a respeito de baixo rendimento escolar. Uma nota abaixo da média nem sempre é entendida como um alerta para que o aluno melhore e estude com mais afinco: para muitos estudantes, a nota é compreendida como ofensa pessoal. Alguns ficam no enfrentamento verbal, enquanto outros partem para agressão física ou danos a bens do professor, sobretudo carros (pneus furados são os relatos mais comuns). Depredações a patrimônios da escola e arrombamentos de salas também integram o vasto rol de atitudes violentas no ambiente escolar. O tipo de violência mais comum, entretanto, se dá entre os próprios estudantes.

Apesar de a violência física estampar um número muito maior de manchetes, é a violência moral que mais assusta aos professores de todos os níveis de ensino, desde o Infantil ao Superior. Xingamentos, gestos obscenos, perturbações, indisciplina. Problemas que atrapalham o andamento das atividades pedagógicas e os relacionamentos dentro da escola. Os casos de bullying – a violência moral entre os próprios alunos – também chocam educadores e familiares, inclusive ultrapassando os muros da escola e chegando ao ambiente virtual, onde situações vexatórias de alunos podem ser acessadas por qualquer pessoa.

Apontar as causas para a violência no ambiente escolar é uma tarefa árdua, que demanda uma grande quantidade de informações, estatísticas, pesquisas e, até mesmo, suposições. Problemas familiares, de relacionamento, baixa autoestima, falta de segurança, drogas, pouca participação dos familiares, exclusão social, entre outras, são algumas das possíveis origens para a violência. Na realidade, situações violentas no âmbito escolar espelham os problemas sociais e o clima violento presentes no País e no mundo.
Contudo, sabe-se que a solução para a violência não está unicamente na repressão, mas sim num projeto político-pedagógico que contemple outras instâncias além do ensino-aprendizado. É preciso envolver os familiares, a comunidade e o poder público para que o problema seja discutido e novas ações sejam planejadas para minimizar o problema. Afinal, não é somente na escola que aprendemos novos valores e perspectivas.

Uma das soluções encontradas pelas escolas é envolver, cada vez mais, os alunos em projetos fora da sala de aula, que tornem a experiência acadêmica muito mais ampla e prazerosa do que o ensino tradicional. É preciso que o professor esteja ciente de que, por vezes, se a classe vive situações conflituosas, vale mais a pena estimular uma conversa do que ministrar uma aula que não será bem aproveitada. Se o aprendizado do conteúdo é importante, fundamental mesmo é promover a criação de laços de solidariedade entre a comunidade acadêmica, fornecer subsídios para o exercício pleno da cidadania e preparar os estudantes para uma vivência ética em sociedade.

* Profª Drª Lideli Crepaldi – psicóloga e professora na Universidade de São Paulo (USP), na Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) e no Centro Universitário Fundação Santo André, e sócia do SINPRO ABC

Comentário da dupla: 
Conforme traz a argumentação da professora (acima), concordamos que a introdução de atividades extra-classe são mais atrativas e prazerosas para os alunos, podendo ser uma maneira mais eficiente para que a aprendizagem seja de fato, realizada. É uma tarefa maior ainda, fazer com que toda a comunidade possa se envolver e se tornar mais presente na vida escolar de nossas crianças, aprendendo assim valores que precisam ser reforçados e reafirmados. Visto que as crianças são reflexos do que nós adultos somos e agimos. Precisamos sempre reforçar o quanto podemos resolver conflitos por meio de diálogos ao invés de brigas. Que cada um pode ter um ponto de vista diferente e que um enriquecer o mundo do outro, ao invés de quererem brigar por opiniões e visões diferentes. É melhor tentar se aproximar e conhecê-lo melhor. Precisamos instruí-los e estarmos sempre atentos para mediar nessas horas, pois será de grande importância e poderá mudar radicalmente a realidade que essa criança até então estava acostumada.


Aline do Nascimento Rosa – matrícula 14212080300
Emilie Rosana Ayres Tostes de Mello – matrícula 15112080155